sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Ócio

É. Já me disseram isso uma vez, realmente sou muito previsível. Digamos que seja apenas mais uma tentativa frustrada de exilar pensamentos (?).


Sexta-feira e final de expediente. Confesso ter coisas para fazer (que o André não leia isso), mas não consigo me concentrar em praticamente nada, e isso é desde quando cheguei ao trabalho. Ainda não identifiquei o motivo para esse modo relapso em que estou, talvez seja a prova de amanhã e a minha falta de estudo. Ou pode ser a angústia e a insatisfação que venho sentindo pelo sei lá o quê.


Ultimamente coisas (muito) inesperadas têm acontecido, coisas que até eu mesma condenava. Mas o quê posso fazer? O jovem brasiliense está sujeito (condenado) à essa realidade "acultural" de Brasília. Hehehehe... Engraçado, não? Pense... A maioria dos brasilienses são jovens que sofrem da síndrome de "Cult" com uma concentrada dose de feeling londrino. Somos todos pré-fabricados. As meninas vêm de sapatilhas e bolsas da moda, já os meninos vêm com o look Mtv. Patético. Mas eu estava falando a respeito das coisas inesperada que têm acontecido, não é mesmo?


Uma dessas coisas foi reencontrar os amigos, família, lugares, túmulos, fotos... Enfim, tudo aquilo que durante cinco anos, e de forma inevitável, foram deixados para trás. De certa forma é bom saber que algumas coisas mudaram e outras não, mas o que mais se destaca é o relacionamento dos três irmãos. Estava pensando a respeito disso agora pouco... Apesar de tantas brigas, chutes, choros, murros e feridas, os três irmãos Ávila agora são amigos. Continuamos a pentelhar um ao outro, claro, mas não como antes. Agora é gostoso e bem mais fácil falar que os amo. Sei que, apesar de cada um morar em lugares diferentes, podemos contar um com o outro. E que assim seja!


E, meu Deus! Quantos pensamentos avulsos para apenas 30 minutos. Bem, deixa eu arrumar minhas coisas e ir para a faculdade. Dona Nice já me deixa saber que está na hora. Afinal, após ela ter batido no vidro da sala e me chamado para ir embora por três vezes ficou bem mais fácil perceber que já são seis horas.






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